

A Irmandade Santa Casa Misericórdia de Valongo constitui o fruto da SOLIDARIEDADE de pessoas de várias gerações
A Misericórdia de Valongo tem a funcionar para além do LAR com 60 camas, o CENTRO DE DIA (CD) com acordo para 25 Utentes, a ASSISTÊNCIA DOMICILIÁRIA (AD) a 32 Utentes, o CENTRO DE ACOLHIMENTO RESIDENCIAL (CAR) DE CRIANÇAS E JOVENS EM RISCO com capacidade para 28 crianças (neste momento, com idades que variam entre os 4 meses e os 20 anos), a CRECHE com capacidade para 75 Utentes e o JARDIM DE INFÂNCIA com capacidade para 46 Utentes, totalizando 121 crianças.
Em termos financeiros, somos uma instituição saudável, tendo conseguido, ao longo dos últimos 20 anos, graças a uma gestão equilibrada, controlada e assente em princípios e regras apertadas e no estrito respeito por uma ética e moral cristãs, levar a cabo a nossa missão e concretizar os nossos objetivos sem nunca comprometer o futuro da instituição. Já somos uma instituição de média dimensão, com cerca de 90 Colaboradores/as e com um orçamento anual que ultrapassa os 2 000 000,00€ (dois milhões de euros).
Análise SWOT
Uma ferramenta estrutural de gestão, que possui como principal finalidade avaliar os ambientes institucionais, internos e externos, por forma a otimizar o seu desempenho e a definir a sua estratégia e plano de ação.
A elaboração da análise SWOT, isto é, a identificação dos pontos fortes e dos pontos fracos que caracterizam a atual envolvente interna da Santa Casa da Misericórdia (SCMValongo), bem como a identificação das oportunidades e das ameaças da sua atual envolvente externa visam, no âmbito da elaboração do Plano Estratégico, assegurar a consciência de que tanto os elementos potenciadores da estratégia estabelecida, como os seus elementos condicionadores, respetivamente pontos fortes e oportunidades, e pontos fracos e ameaças, podem, potencialmente, influenciar a execução dessa estratégia.
Análise SWOT – SCM Valongo
🟩 Pontos Fortes
🟥 Pontos Fracos
🟨 Oportunidades
🟥 Ameaças
PLANO ESTRATÉGICO
ORIENTAÇÃO ESTRATÉGICA 2024|2027
O traço comum que une missão, visão e plano estratégico é a noção de que a Santa Casa da Misericórdia de Valongo vai encontrar formas inovadoras para melhor atender às necessidades dos nossos stakeholders – Utentes Colaboradores/as e Comunidade. Os nossos objetivos estão firmemente enraizados no valor que criamos para todos.
É, neste quadro, que se definem os eixos do presente Plano Estratégico e que se sintetizam de acordo com a tríade que o fundamenta.
EIXOS ESTRATÉGICOS
Apoio a idosos e crianças e jovens em risco e educação a crianças na primeira infância – enquanto objeto primordial da Santa Casa, mas adaptável às novas exigências da sociedade.
Comunicação e promoção institucional – permitindo melhor comunicação interna e, simultaneamente, que a sociedade nos conheça/reconheça.
Pessoas – englobando os agentes internos à instituição, nomeadamente, Colaboradores/as e Utentes.
Governação e gestão estratégica – utilizando as melhores práticas de gestão com rigor e transparência, permitindo uma eficaz e adequada administração dos recursos disponíveis.
Comunidade – dirigindo-se ao exterior da instituição, num conceito alargado de Comunidade, englobando os diferentes stakeholders externos e com um empenho particular na responsabilidade social.
Apoio a idosos e crianças e jovens em risco e educação a crianças na primeira infância
Enquanto objeto primordial de uma misericórdia, mas adaptável às novas exigências da sociedade
Com o aumento da idade média de vida, aparecem novos desafios e novos problemas a que é necessário ocorrer e dar uma resposta ajustada e diferenciada. A missão da SCMValongo, neste domínio, tem de ser de constante e efetiva adequação à evolução, por um lado, das necessidades e, por outro lado, das soluções. Para tanto, torna-se necessário inovar os procedimentos, mantendo elevados padrões de qualidade do serviço.
No que toca às crianças e jovens em risco e à educação de crianças até aos seis anos, constantemente, estão a aparecer novas técnicas, novas metodologias de ensino/aprendizagem, novos desafios, novas solicitações que exigem uma constante adequação das/os colaboradoras/es, tendo em vista a inovação, também constante, das atividades, para que se mantenham elevados padrões de qualidade e de estímulo à criatividade das crianças. As crianças são um diamante puro, que, quanto mais o delapidarmos, mais brilha.
Linhas Orientadoras
• Criação de oportunidades de atualização de conhecimentos e de técnicas, adequadas aos diferentes serviços e aos diferentes públicos
• Reestruturação e diversificação de atividades
• Criação de oportunidades para Utentes e Colaboradores/as implementarem as suas ideias
• Assumirmo-nos como uma entidade em que a melhoria contínua é uma constante, nos múltiplos domínios de atuação
• Reforçar os vínculos com o tecido empresarial e associativo
Comunicação e promoção institucional
Melhor comunicação interna e, simultaneamente, que a sociedade nos conheça/reconheça
A eficácia da comunicação tem uma relação direta com a capacidade de atração de Utentes, de recursos humanos qualificados, de empresas para colaboração e prestação de serviços e de parceiros para projetos.
A eficácia da comunicação depende da qualidade da informação e da imagem, assim como da abrangência de meios que é possível utilizar, uma vez identificados os distintos públicos-alvo.
A gestão da imagem da SCMValongo deve garantir uma uniformidade de procedimentos que, em muito, contribuirá para o seu sucesso. É fundamental coordenar toda a gestão da comunicação e da imagem com as diferentes Valências bem como com os órgãos de comunicação social tradicionais.
Linhas Orientadoras
• Reforçar a presença SCMValongo nos novos meios e tecnologias de comunicação, inovando na forma e no conteúdo.
• Promover uma comunicação eficaz e audaz.
• Promover a comunicação digital com familiares dos/as Utentes e os Irmãos/ãs.
• Reforçar a informação interna de todos e para todos.
• Incrementar o reconhecimento do nosso papel na sociedade.
• Promover uma imagem integrada da SCMValongo.
PESSOAS
Englobar os agentes internos à instituição, nomeadamente, Colaboradores/as e Utentes
As instituições são feitas por pessoas, cuja atuação lhes permite desempenhar a sua missão, concretizando os seus objetivos.
As misericórdias são espaços de liberdade, pelo que é fundamental salvaguardar a diversidade de pensamento e a liberdade de o expressar, mas sempre com educação e respeito dos direitos e princípios fundamentais da pessoa humana, bem como o cumprimento da legislação no que se refere aos direitos dos trabalhadores, à avaliação, à progressão, à remuneração e, de um modo geral, à sua proteção.
A valorização das pessoas deve ser uma preocupação permanente, nomeadamente através da criação de oportunidades de formação, atualização profissional e desenvolvimento de competências funcionais, comportamentais e éticas. A igualdade de oportunidades deve ser uma prática transversal a toda a instituição.
Linhas Orientadoras
• Transformar as pessoas que colaboram na SCMValongo em agentes de mudança na e da sociedade.
• Aumentar a participação do número de pessoas nas atividades culturais da SCMValongo.
• Incrementar as oportunidades de formação e de crescimento profissional e pessoal.
• Evidenciar a valorização profissional.
GOVERNAÇÃO E GESTÃO ESTRATÉGICAS
Utilizar as melhores práticas de gestão com rigor e transparência, permitindo uma eficaz e adequada administração dos recursos disponíveis
Uma gestão criativa e inovadora não pode descurar elevados padrões de qualidade ou a utilização eficaz e eficiente dos recursos que permitam efetuar investimentos fundamentais para responder aos desafios já identificados e aqueles que, seguramente, surgirão.
Assumiremos uma atitude pró-ativa e de grande criatividade, não deixando que as dificuldades, sejam elas de natureza económica ou legislativa, nos impeçam de encontrar as soluções necessárias para a resolução de problemas concretos.
Linhas Orientadoras
• Assegurar a sustentabilidade financeira.
• Implementar um Sistema de Gestão da Qualidade.
• Implementar um Sistema Integrado de Avaliação de Desempenho dos/as Colaboradores/as.
• Reforçar a infraestrutura de suporte da SCMValongo tendo em vista a promoção da excelência dos serviços.
• Assegurar a implementação de um sistema de informação transversal a toda a SCMValongo.
• Ouvir sistematicamente a Comunidade.
• Implementar um plano de investimento em infraestruturas.
COMUNIDADE
Englobar os diferentes stakeholders externos, num conceito alargado de Comunidade.
A SCMValongo deve ser um agente ativo no que toca à ação social, tendo consciência que os serviços que presta contribuem, de forma direta, para o bem-estar dos setores mais frágeis da sociedade – crianças e jovens em risco, crianças na primeira infância e população sénior da Comunidade em que está inserida.
A SCMValongo assume-se, também, como uma Comunidade acolhedora, inclusiva e aberta ao exterior, numa interação com dois sentidos, ouvindo e fazendo-se ouvir, nomeadamente através da estreita relação com as famílias dos/as Utentes, embaixadores por excelência da instituição.
Linhas Orientadoras
• Estabelecer protocolos com stakeholders.
• Estabelecer parcerias e compromissos com outras associações.
• Colaborar, efetivamente, no desenvolvimento local, contribuindo para o bem-estar e qualidade de vida dos estratos socioeconómicos mais vulneráveis da Comunidade
PRINCIPAIS INDICADORES DE DESENVOLVIMENTO
Com o conceito de indicadores de desenvolvimento, pretendemos medir quantitativamente a capacidade da instituição no cumprimento dos objetivos a que se propõe em cada um dos eixos estratégicos definidos.
Apoio a idosos e crianças e jovens em risco e educação a crianças na primeira infância | -Satisfação dos/as Utentes e dos familiares com os cuidados prestados -Melhoria do bem-estar, traduzido em novas atividades, promotoras de um envelhecimento ativo -Melhoria do ensino/aprendizagem das crianças, traduzida em novas atividades e técnicas, promotoras de autonomia, criatividade, novas capacidades e “empreendedorismo” nas crianças, na 1º infância, mas também nas crianças e jovens institucionalizadas na Mãe de Água -Desenvolvimento de atividades intergeracionais. |
Comunicação e promoção institucional | -Implementação / Criação de uma imagem única da SCMValongo, com utilização dos novos meios e tecnologias de comunicação e informação, de modo a facilitar a interação da instituição com a sociedade -Acessos ao site da SCMValongo -Seguidores nas redes sociais institucionais -Questões resolvidas por email com Irmãos/ãs ou com familiares de Utentes |
PESSOAS | -Ações de formação promovidas para os/as Colaboradores/as -Utentes satisfeitos com as novas metodologias e novas técnicas aplicadas nos serviços prestados. -Medidas que promovam políticas centradas nas pessoas -Reconhecimento da assiduidade, pontualidade, empenho, respeito mútuo e respeito pelas chefias, dedicação, disponibilidade dos/as colaboradores/as. |
GOVERNAÇÃO E GESTÃO ESTRATÉGICA | -Implementação de um Sistema de Gestão da Qualidade -Implementação de um Sistema Integrado de Avaliação de Desempenho dos/as Colaboradores/as -Implementação de um sistema de informação transversal a toda a SCMValongo -Implementação de um plano de investimento em infraestruturas |
COMUNIDADE | -Protocolos celebrados com outras instituições de solidariedade social, empresas e instituições de ensino -Intercâmbio cultural com outras instituições |
INSTRUMENTOS PARA SUPORTAR A ESTRATÉGIA
A base do plano estratégico é a alavancagem e o fortalecimento dos recursos necessários para apoiar as metas a quatro anos. Esta alavancagem faz-se através da disponibilização de instrumentos e recursos para suportar a estratégia para SCMValongo, atrás definida.
Em primeiro lugar, desenvolveremos um plano de obras / reconstrução, que defina o modo como utilizaremos os ativos físicos de apoio aos nossos objetivos estratégicos. Para o efeito analisaremos os apoios governamentais e europeus.
Em segundo lugar, dada a crescente importância da tecnologia da informação no processo conducente à nossa atividade social e no suporte à gestão da SCMValongo, desenvolveremos ferramentas para apoiar a concretização das nossas metas estratégicas.
Em terceiro lugar, pretendemos implementar processos que permitam “recompensar” iniciativas inovadoras e sustentáveis, fundamentais para alcançar os nossos objetivos estratégicos, tendo em vista, também, contribuir para a concretização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 2030, principalmente 1 – Erradicar a Pobreza, 2 – Erradicar a Fome, 4 – Educação de Qualidade, 5 - Igualdade de Género, 7 – Energias Renováveis, 10 – Reduzir Desigualdades, 13 – Acão Climática.
MONITORIZAÇÃO, ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO
A monitorização e acompanhamento do Plano Estratégico consiste na recolha de informações específicas relativas a cada iniciativa estratégica, nomeadamente sobre o grau da sua concretização, bem como os resultados alcançados associados às metas definidas para cada um dos indicadores de monitorização.
Estes procedimentos, nomeadamente, uma ferramenta informática a criar, apoiada num modelo de Balanced Scorecard, permitirão. com umaa periodicidade anual, acompanhar e controlar o processo e identificar eventuais desvios.
Embora todos os nossos objetivos a quatro anos sejam importantes, estamos conscientes que nem todos podem ser alcançados simultaneamente. Ao escolher quais os objetivos a prosseguir em primeiro lugar, daremos prioridade às iniciativas com maior impacto a curto prazo. O sucesso dessas iniciativas pode, então, ser usado para apoiar o desenvolvimento de objetivos de médio/longo prazo.
Também nos concentraremos na promoção de soluções inovadoras e empreendedoras para os desafios e objetivos existentes. De igual modo, iniciativas que não exijam um investimento inicial significativo de recursos serão privilegiadas no processo de planeamento inicial.
O plano estratégico é de toda a instituição e fornece a estrutura e o contexto para as ações nos próximos quatro anos. Com os objetivos e prioridades agora definidos, o próximo passo é preparar a sua implementação.
Nos próximos meses, elaboraremos o plano de ação, em linha com os eixos estratégicos definidos.
O presente plano é abrangente e fornece uma estrutura comum; deixa, no entanto, amplo espaço para que cada Valência forneça a sua própria resposta aos desafios específicos que enfrenta.
Neste limiar de um novo capítulo, na já centenária história da SCMValongo, temos várias metas alcançadas. Somos uma instituição social que, não obstante o serviço prestado pelos titulares dos seu órgãos ser exercido em regime de Voluntariado, sem qualquer tipo de remuneração, sempre esteve, ao longo da sua vida, ao serviço dos mais necessitados e dos enfermos e, em todos os momentos mais críticos, sempre se desdobrou para que nada faltasse àqueles a que serve - basta lembrarmo-nos das dificuldades económico-financeiras vividas durante o tempo da Troika, em que nunca negámos comida a quem nos procurou e, mais recentemente, o tempo da Pandemia de COVID-19 (SARS-CoV-2), em que conseguimos “passar por entre os pingos da chuva”, como é uso dizer-se, pois não tivemos idosos ou crianças e jovens em risco infetadas. Tal deve-se, por um lado, ao pulso forte do Provedor em exercício e à sua capacidade de gestão e adaptação a tempos de crise e, por outro lado, à dedicação, colaboração, abnegação, e, por vezes, espírito de sacrifício das/os nossas/os Colaboradoras/es, a quem manifesto, aqui, a minha GRATIDÃO.
O serviço que prestamos é de um valor inestimável para os/as nossos/as Utentes, respetivas famílias e Comunidade envolvente. SOMOS RECONHECIDOS por todos os que por nós passam, por todos os que conhecem a nossa realidade.
Apesar disso, a nossa aspiração foi e é ir mais além – até agora tivemos uma gestão baseada no crescimento da instituição, na qualidade dos serviços prestados, no alcançar prestígio e reconhecimento também pelos nossos pares e pela União das Misericórdias Portuguesas, isto é, até agora, procuramos estar, por direito próprio, no “mapa” das misericórdias portuguesas.
Agora inicia-se uma nova fase … sem pôr em causa o passado, sem comprometer a saúde e estabilidade financeiras da SCMValongo, guiados pelas prioridades estabelecidas no plano estratégico, vamos desenvolver um plano de ação que as concretize.
Valongo, 13 de janeiro de 2014
Documento apresentado pela Mesa Administrativa, no dia 13 de janeiro de 2024, aquando da sua tomada de posse e que sintetiza a visão e os objetivos que vão estar presentes no plano de ação, para os quatro anos de mandato.
Pela Mesa Administrativa
Rosa Maria de Sousa Martins Rocha